terça-feira, 8 de julho de 2008

AS RUAS DA MINHA CIDADE...

Cruzamento da Avenida Visconde de Mauá com a Rua Dr. Monteiro - Centro do Arroio Grande (clique na imagem para ampliar)
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Em homenagem aos conterrâneos que vivem distante, e que sentem saudades de cada canto desta terra, o blog vai postar, nas próximas duas semanas, fotos das ruas da nossa cidade; ruas que inspiram e encantam, e que nos emocionam sempre, onde quer que possamos estar.
Pra começar, uma imagem da Av. Visconde de Mauá, no encontro com a rua Dr. Monteiro, o nosso ponto mais central, o principal cruzamento da cidade.
O nome da rua - Visconde de Mauá - dispensa comentários, já que é uma homenagem àquele que é considerado o filho mais ilustre do Arroio Grande.
Irineu Evangelista de Souza, o Barão ou Visconde de Mauá, foi um personagem que -nascido em Arroio Grande e tendo que ir para o Rio de Janeiro com nove anos de idade, depois da morte do seu pai, João - tornou-se o homem mais rico do Império, o maior empresário do país, o homem que dividia com o Imperador Dom Pedro II toda a atenção da sua época.
Nascido no ano de 1813, em nossa cidade, Mauá morreu no Rio de Janeiro em 1889, coincidindo o seu ocaso e a sua morte com o fim do império, e com a chegada do modelo republicano ao Brasil.
Depois de morto, Mauá virou monografia, virou livro, virou filme, virou lenda... e tornou-se o nome da principal rua do Arroio Grande, a avenida que dá acesso à nossa cidade para quem nela ingressa vindo pela BR 116.
Visconde de Mauá - neto dos primeiros povoadores do nosso Município, Manuel Jerônimo de Souza (1798) e José Batista de Carvalho (1792) - um nome que virou rua, uma rua que faz parte do nosso dia-a-dia, uma rua que faz parte da nossa história...

8 comentários:

Solismar Venzke Filho disse...

Caro Juninho; Incrível!!! Nesse cruzamento tudo e todos passam. Ou é para levar o acidentado na faixa (BR) para a Santa Casa ou a noiva para a Igreja. O dia que cair um lixo espacial em Arroio Grande, o lugar escolido pela gravidade será este cruzamento. Podes ter certeza, neste cruzamento tudo e todos passam, em se falando de Arroio Grande. Um abraço.

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

Tens razão.
Esse é o cruzamento por onde tudo passa em Arroio Grande.
Passam as bandas dos colégios,
passam as Escolas de Samba,
passam os guris dos skates,
passam os bancários, os liberais, os ccs da prefeitura, os aposentados...
pssam as gurias bonitas da cidade,
os filhos dos amigos indo pra o Aimone ou pra o 20,
passam os casais enamorados,
passam os seresteiros boêmios;
passávamos nós, na mocidade, em busca de uma 'saideira' no Bar da Rodoviária.
Pela Visconde de Mauá com a Dr. Monteiro (onde ficam os Venzke)passa toda a vida do Arroio Grande.
Um abraço e um desafio - pra ti e para os que estão distantes da cidade (para quem ainda está aqui talvez seja mais fácil):
quem é que está passando no momento da foto?

Ricardo Souza disse...

tensrazão Juninho,neste cruzamento se fêz a história do Arroio Grande. Por ali passaram a Carolina para aplicar mais uma injeção em seus clientes; na esquina do escritório do Dr. Paulo,Dona Marieta e a D. Maria tia e mãe do nosso colega, botavam a conversa em dia; o turco Armando contava sua última viagem para a terrinha; o "Mamud" ralhava com alguma atendente que se atrasou;POr ali passou o Olímpio em direção a sua barbearia e, por ali passamos todos nós, algumas vezes escorando a esquina da loja dos Turcos, outras em direção ao Café do Tritri para falarmos de política. Tem razão o Venzke, Arroio Grande começa e termina naquele cruzamento. Ricardo Souza

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

Carlos.
Como é bom despertar nos conterrâneos essa "saudade boa" que surge quando a gente se depara com um simples (simples?) cruzamento da nossa cidade.
A palavra de vocês diz tudo; às vezes eu fico me perguntando se é preciso a gente sair pra valorizar o que existe aqui, o que se vive(u) aqui...
Acho até que sim, pois as minhas saídas (quantas foram? se é que ocorreram...) me fizeram gostar mais e mais do Arroio Grande.
Grande abraço.

Solismar Venzke Filho disse...

Desafio (foto)? Difícil, Difícil...penso que foi alguém que ainda jovem sofreu um AVC e hoje precisa de auxílio de bengala. Vou pedir auxilio aos universitários...risos.

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

Uma dica para resolver o nosso pequeno "desafio".
Lembras de algum amigo com quem jogaste volêi (apesar do pequeno tamanho de "rato") por aqui?
Relaciona com algum familiar desse teu amigo e...
É por aí, é por aí...
Abraço.

Anônimo disse...

Pra quem gosta de tranquilidade Arroio Grande deve ser muito bom de morar,mas eu me sentiria muito deprimida em morar ai, pois adoro movimento. Moro em Rio Grande e já acho que é uma cidade parada. Vendo algumas fotos da cidade dá pr ver q é bonitinha. O progresso devera chegar ai com mais rapidez.

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

Pois é, anônima...
Realmente Arroio Grande é uma cidade "bonitinha" como dizes.
Normalmente as suas ruas têm paz, tranquilidade, calmaria;
os seus moradores são simpáticos, generosos, gentis...
Entretanto, às vezes o progresso (o tão reclamado progresso) passa por aqui e as ruas da Cidade se transformam. Então, no lugar da paz, surge violência, no lugar da limpeza aparece poluição, e no lugar da generosidade se observa distanciamento, indiferença...
Por isso, tem muita gente por aqui que torce para que esse tal "progresso" não chegue com tanta rapidez, não, pois ele pode deprimir tanto quanto a maior das calmarias.
Na verdade, parece certo que a gente pode ajudar a construir qualquer lugar e não simplesmente permitir que o lugar ajude a destruir a gente, não é mesmo?