segunda-feira, 14 de julho de 2008

AS RUAS DA MINHA CIDADE (II)


Rua Herculano de Freitas - Arroio Grande, RS. (clique na imagem para ampliar)
...................................................................
Esta é a rua Herculano de Freitas, vista a partir da esquina com a rua Osmar Machado, a duas quadras da Praça Central.
A Herculano de Freitas é a rua que mais conserva o casario antigo do Arroio Grande, começando pela Casa que foi da família do intendente João Félix Soares (lado direito da Igreja), passando pela Casa onde nasceu o próprio Herculano de Freitas (Primeira Câmara de Vereadores, em 1873; para os mais novos é onde ficava a Sede do Jockey Clube, em frente ao Clube do Comércio), seguindo pela Casa que foi do Dr. Nilo Conceição (branca, a esquerda da foto, na esquina), pelo Sobrado dos Lisboa e pelo antigo Banco do Estado (que aqui não aparecem), mais a antiga "Barraca" (derrubada para a construção do "novo" prédio da Câmara dos Vereadores, num arroubo aventureiro dos nossos parlamentares...), sempre no sentido inverso da foto, isto é oeste-leste.
A rua tem esse nome em homenagem a Herculano de Freitas - advogado, orador e jurista - nascido em Arroio Grande em 1865.
Ex-Ministro da Justiça do Governo de Hermes da Fonseca (em 1913 e 1914), Herculano de Freitas foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal em dezembro de 1925, aos 60 anos de idade.
Morreu cinco meses depois, em maio de 1926.
Do número 377 da Herculano de Freitas (ver foto 3, "Das minhas casas"...), observo todos os dias a extensão de uma das ruas que mais conserva a memória da arquitetura do Arroio Grande.
Espero que não seja por pouco tempo.

4 comentários:

Ricardo Souza disse...

tenho grande apreço por esta rua, pois foi ela que me serviu de porta de entrada para a cidade. Explico! É que quando criança morava "do outro lado da ponte", na casa que meu pai fez construir bem no entroncamento da velha RS e a estrada da Figueirinha, que depois foi do saudoso Dr Bosa, e, quando vinha para a cidade, sempre de bicicleta, tinha de, logo após a Ponte, em frente ao restaurante do Seu Cilinho, passar a ponte sobre o riacho que cortava a cidade e tomar a herculano de freitas até a praça, onde fazia minha primeira parada prá descansar junto ao arvoredo. Parafraseando o Roberto Carlos: "São tantas lembranças". Baita idéia retratar as ruas de nossa terrinha. Continua sempre.

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

É isso, Carlos.
A Herculano de Freitas realmente começa (ou termina) lá por onde foi a venda do Cilinho, próximo à antiga "Estrada p/Jaguarão".
Como comentei no blog, gosto, particularmente, do casario dessa rua - em especial na zona que vai da Igreja até a Severo Feijó - que é até onde ia a cidade antigamente (primeira metade do Século passado, bem antes de a BR "puxar" a zona urbana para o leste).
Apesar de não ser um grande fotógrafo, vou tentar "retratar" um pouco da cidade através das nossas ruas.
Tenho ocupado parte dos meus domingos com isso; vem mais por aí.
Abraço.

Jorge Luis Stocker Jr. disse...

Tomara que a cidade saiba preservá-lo, é parte importante do seu espaço urbano e da sua história.

Pedro Jaime Bittencourt Junior disse...

Valeu, Jorge.
Bom ver um jovem acadêmico e estudioso da história da arquitetura interessado também por estas questões aqui do extremo sul.
Quando vieres por Arroio Grande e Jaguarão nos procura, tem coisas bem interessantes por aqui, espaços que justificam a nossa eterna luta pela preservação - especialmente do casario histórico das cidades, ainda que os nossos lugares estejam hoje praticamente condenados ao isolamento nesta quase que abandonada zona de fronteira.
Abço.
Pedro