sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ODE AOS CHATOS (Primeira Parte)

O Pedro Bittencourt deixou um poema que é uma preciosidade, chamado “Ode aos chatos”, onde ele identifica vários tipos dessa categoria.
“Ode”, para quem já esqueceu das aulas da Profª Mimi, é uma expressão latina que vem do grego ‘odés’, que quer dizer “canto”; assim, numa simplificação, ode seria uma composição (em verso) que pode ser cantada.
Como o Pedro já partiu e não pode mais ser incomodado (alguém acredita que pode???), publico o poema em duas partes, nesta e na próxima semana, arriscando receber alguma resposta dos nossos indefectíveis amigos. Celebremos, pois, aos chatos.

Difícil traçar o exato,
O puro fiel, completo,
O exato perfil dos chatos...
Pelas estradas dispersas,
Nas alegrias, nas dores,
Há chatos de várias cores,
Das espécies mais diversas...
Morenos, loiros, mulatos,
Ricos, pobres, remediados,
Grã-finos e proletários...

Há os espertos, os otários,
Há os ruidosos, os discretos,
Os que falam alemão,
Italiano, grego, francês,
Os que sabem que são chatos,
Os que pensam que não são...
Há chatos bem comportados,
Há chatos bem educados
Que chateiam com bons modos...

Há os chatos elegantes,
Os magros, os barrigudos,
Os ladinos, os finórios...
Há os chatos bem falantes,
E até os chatos mudos...
Todo chato é de lascar
Mesmo os que têm dinheiro
E até gostam da pagar...


Há chatos por todo lado
Pois estão multiplicados...
Nas Igrejas, nos Teatros,
Nos bailes e nos velórios
Há chatos chateando a gente
E dizem que ultimamente
Há chatos chateando chatos...

(continua...)

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